A B O U T M E ☬

 Há alguns anos, eu pensei que nunca mais voltaria a escrever, descrente de que isso poderia ajudar qualquer ser em qualquer momento de suas vidas. Porém, eu via em mim uma necessidade de compartilhar meus momentos, não os felizes, não os tristes, mas do mais comum ao mais excêntrico. Eu queria (e ainda quero) que leiam cada palavra que irei discorrer, e que se identifiquem com o que eu quero passar, com o que eu vivi, com o que sinto, e que além de me ajudar, se ajudem.
 Eu quero ajudar com o que já vivi, com minhas memórias, com memórias de pessoas mais velhas, eu quero construir uma ideia em que nós, um conjunto, conseguimos nos abrir em nossos mais obscuros sentimentos por um bem maior. E essa é a intenção pelo qual eu vos discorrerei por este lugar. Algumas pessoas apenas buscarão audiência, eu, apenas quero colocar meus sentimentos, para fora.



 Sobre mim, direi pouco, apenas, o que julgo necessário que saibam, e que à fora, sempre irão encontrar. Sou dona de um pseudônimo, que acima de tudo, define tantas coisas em mim que jamais poderiam ser ditas em palavras. Meu pseudônimo é Anastácia, Anastácia Caper, porém se lhe faz se sentir mais à vontade, podes me chamar apenas de Ana. Explicando em breves palavras, este nome significa a única lembrança de uma infância ao qual não possuo memórias. Caper, é o sobrenome de meu falecido avô, ao qual, é uma das poucas pessoas pelo qual lamento profundamente a morte, uma das poucas, ao qual eu poderia fazer tudo que estivesse ao meu alcance para evitá-la.
 Eu sou uma jovem, se espírito velho. Vivo em um século que não me pertence, porém, me adéquo a ele a cada dia. Sou uma pessoa solitária, faço meu caminho mais rápido quando o trilho com meus próprios pés, o que não é ruim, pois ao mesmo tempo não preciso sufocar ninguém com minhas perdas constantes e agonias sem fim. Eu nunca soube o que era ganhar, até o momento, em que perdi.
 E é por isso que estou aqui, uma nemofilista perdida em uma sociedade onde as percas, só nos ensinam a como sobreviver a um holocausto interno. Porém, eu quero mais; Eu darei esse "mais".

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